Juventude do MAB participa do 3º acampamento nacional do Levante
Publicado 09/09/2016
Desde segunda feira (05), jovens que fazem parte do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), vindos de diversas regiões do Brasil, estão participando do 3° Acampamento Nacional do Levante Popular da Juventude que está ocorrendo no estádio do Mineirinho, em Belo Horizonte (MG).

A plenária principal do evento foi nomeada pelos militantes do Levante de Nicinha, em memória da militante do MAB que brutalmente assassinada no inicio desse ano e jogada no lago da barragem da Usina Hidrelétrica Jirau, em Porto Velho (RO), com as mãos e pernas amarradas em pedras.
No ato politico de abertura do encontro Sonia Mara da coordenação nacional do MAB agradeceu a homenagem e destacou a importância da juventude na transformação do país. Não existe projeto popular, mudança de estrutura, sem a participação da juventude, afirmou.

Aline Ruas militante do MAB em Minas está participando do 3º acampamento nacional e acredita que a aliança entre a juventude do campo e a cidade é importante para o fortalecimento do projeto popular para o Brasil.
Nós do MAB acreditamos na força e na luta da juventude, por isso que nossa organização trabalha com os jovens ameaçados e atingidos por barragens e o Levante é para nós é a simbologia dessa força e garra nos despertando a nos olharmos e recriarmos enquanto jovens da esquerda brasileira. Diz a militante.

O acampamento marca o início de um novo ciclo de lutas, que busca a retomada de direitos e avanços em pautas para juventude. De acordo com a coordenação do acampamento, os jovens querem mudar as condições precárias de trabalho, saúde e educação, por fim ao genocídio dos jovens da periferia e a violência contra as mulheres e a população LGBT. A juventude do Levante propõe a construção de um projeto de vida para os jovens brasileiros.
Na oportunidade a juventude do MAB esta realizando intervenções no intuito de denunciar a impunidade do crime cometido pela mineradora Vale que detém 50% da Samarco, responsável pelo rompimento da barragem de Fundão, onde mais de 35 cidades e 4 milhões de pessoas ao longo da Bacia do Rio Doce foram atingidos e estão sofrendo com doenças, perda de postos de trabalhos e total desestruturação de suas vidas.
