Nesta peça, estão retratados momentos vividos pela comunidade durante o crime social e ambiental ocorrido. Entre as 272 vítimas, 131 pessoas compunham o quadro de empregados diretos da mineradora Vale S.A., 119 prestavam serviços por intermédio de 31 empresas terceirizadas, outras 20 pessoas moravam ou estavam na comunidade, além de dois nascituros. A peça retrata a busca dos bombeiros pelos corpos, via helicópteros, em meio ao rejeito onde haviam também animais e veículos submersos. A logomarca da Vale é representada com gotas de sangue mostrando a responsabilidade da empresa no fato. Um relógio junto à barragem rompendo alerta para a falta de segurança, mostrando que as barragens brasileiras funcionam como “bombas-relógio”. O bolso da arpillera, que fica no verso, foi produzido com o tecido de um uniforme de um trabalhador da Vale. Apesar da gigantesca proporção do rompimento da barragem de Mariana, a Vale S.A. manteve seu posto de maior mineradora do Brasil e terceira do mundo. Em pouco mais de três anos, entre os episódios de Mariana e Brumadinho, o valor de mercado da empresa mais que triplicou: passou de R$81,25 bilhões para R$289,77 bilhões.