Atingidos ocupam área da União em Barra do Ouro (TO)
Publicado 18/04/2011
Cerca de 150 atingidos pela barragem de Estreito ocuparam na manhã de sábado (18) uma área da União na cidade de Barra do Ouro, Tocantins. O grupo pede para ser assentado no local, localizado em área urbana.
Entre os ocupantes, estão muitas pessoas que não tiveram direito a indenização quando foram expulsas para a construção de Estreito. Muitas delas vivam como agregadas em casas de outros moradores. Uma das atingidas nessa situação relatou que foi forçada a desocupar a área sem indenização por pressão policial e sob ameaça de uma multa de 27 mil reais.
Segundo as lideranças do MAB, as pessoas permanecerão no local. Já se passaram mais de 30 dias e nada foi resolvido. Foram publicadas algumas denúncias, mas nada adiantou. O povo então ocupou a área e não vai sair, declarou uma militante.
A primeira máquina da Usina Hidrelétrica de Estreito, com capacidade de 135 megawatts (MW), começou a operar na semana passada. O empreendimento, com capacidade instalada de 1.087 MW, concentra investimentos de R$ 3,7 bilhões.
No mês passado, o MAB denunciou que, com a formação do lago para a barragem, foi alagada uma área maior que a prevista inicialmente pelo Consórcio Ceste, responsável pela obra. Dessa forma, diversas famílias tiveram que deixar suas terras às pressas, enquanto a água invadia as casas.
O Consórcio Ceste é formado pela Vale, Alcoa, Camargo Corrêa e Tractebel Suez.