Reunião aconteceu após ato de militantes do Movimento dos Atingidos por Barragens e Central dos Movimentos Populares – CMP durante Jornada de Lutas para reivindicar políticas de reparação e prevenção das enchentes
Publicado 14/03/2023 - Actualizado 14/03/2023
Na manhã de hoje, 14, Dia Internacional de Lutas contra as Barragens, uma comissão do MAB e da CMP foi recebida por representantes da Casa Civil da Prefeitura de São Paulo. A audiência aconteceu após ato realizado por militantes em frente ao órgão para denunciar as recorrentes enchentes que vêm acontecendo em diferentes partes da capital, provocando riscos à vida, danos para a saúde coletiva e prejuízos para a população de áreas periféricas, como a perda de móveis, a danificação de imóveis e até a impossibilidade de deslocamento dos trabalhadores.
Durante a reunião, ficou decidida a composição de uma comissão entre representações dos atingidos e das secretarias municipais que envolvem as reivindicações. Também ficou definida a data da próxima reunião para encaminhamento da pauta em 20 dias.

O dia 14 de março é reconhecido em todo o mundo como uma data para a denúncia das violações de direitos e reivindicação de políticas públicas para a proteção e reparação para os atingidos por barragens. Por isso, os militantes do MAB ressaltaram o impacto causado pelas barragens do estado no agravamento das enchentes na capital.
Na zona leste de São Paulo, mais precisamente na região de São Miguel Paulista e Itaim Paulista, às margens do Rio Tietê, são milhares as pessoas que sofrem com as enchentes a cada verão. Muitas delas são causadas pelo fechamento das comportas da barragem da Penha, de responsabilidade do governo estadual, em épocas de chuva, para evitar o transbordamento do rio na altura da marginal Tietê. Enquanto isso, as barragens acima são abertas, o que gera uma grande concentração de águas no território.
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“O assoreamento dos rios, o asfaltamento de várzeas, o descaso dos governos municipais e estaduais são agravantes de um problema social que existe há décadas”, ressalta Tamires da Cruz, integrante da coordenação do MAB.
A dirigente explica que, em toda temporada de chuvas, casas e ruas ficam alagadas em União de Vila Nova, provocando inúmeras perdas – colchões, móveis, eletrodomésticos, carros, documentos, alimentos, objetos pessoais e memórias, que ficam submersas e perdidas nas águas que, por vezes, alcançam a altura de uma pessoa adulta. Por isso, é preciso investir em ações não só de reparação dos danos, mas também na construção de infraestruturas capazes de prevenir e mitigar o efeito de novas enchentes, garantindo condições dignas de moradia para a população.






