O relatório do Conselho de Defesa de Direitos da Pessoa Humana (CDDPH,2010) constatou que a violação do direito à justa negociação e tratamento isonômico, conforme critérios transparentes e coletivamente acordados, é sistematicamente violado nos processos de construção de barragens no Brasil. Para as mulheres que confeccionaram esta arpillera as barragens são nocivas às comunidades e às pessoas mesmo antes de serem construídas: “Só o fato de serem anunciadas já traz desassossego a todos”. Elas representam as ameaças aos trabalhadores e assédio de todas as formas para que vendam suas propriedades, assim como o uso de meios truculentos e coercitivos por parte das empresas. “A empresa desrespeita os camponeses, os denunciando à justiça e exigindo por força de liminar que seja permitida a entrada nas propriedades para fazerem os estudos prévios para construírem as barragens. Com o uso de forte aparato policial para entrega de intimações. Muitas mulheres foram intimadas, sobretudo idosas e com saúde fragilizada, causando um forte abalo emocional.”