A Arpillera "A paz que nós lutamos" retrata a realidade vivenciada pelas comunidades rurais no Vale do Ribeira, em São Paulo. As mulheres organizadas no MAB denunciam a falta de acesso às políticas públicas e direitos básicos, destacando a ausência de luz elétrica de qualidade, além de equipamentos e serviços públicos adequados na área da saúde e da educação. A peça também destaca o direito dos atingidos e atingidas em dizerem não às obras de barragens planejadas na região, destacados nas expressões "Não às barragens" e "Terra é um direito".
Mulheres atingidas por barragens do Vale do Ribeira - São Paulo
Cartinha
"Nesta arpillera trazemos as questões que nos afetam diariamente, como a falta de acesso à energia. Muitas famílias do Vale do Ribeira vivem ainda com a iluminação à base de vela, e as linhas elétricas mesmo estando perto, não chegam às nossas casas. Denunciamos também a precariedade da saúde, das estradas e dos transportes escolares para as crianças, e a falta de creche municipais que não existem ou funcionam em situações precárias. Outra coisa são as situações das enchentes que ocorrem frequentemente e nós não temos nenhum auxilio, lembrando que ainda não tem barragem no rio Ribeira, imagina se tivesse?”.