Esta Arpillera, criada por mulheres de Alecrim, denuncia os impactos das barragens sobre suas comunidades: destruição de terras, rios, plantações, caas e a perda de familiares e memórias. A peça evidencia o sofrimento emocional e o descaso governamental, revelando a realidade de quem vive entre medo, dor e incerteza.
Nossa vida, nossa história!
Nós mulheres atingidas por barragens, pertencentes das comunidades: Poço Preto, Barra do Santo Cristo, Lajeado Paraíso Vale do Pilão, Esquina São Pedro, da cidade de Alecrim. Bordamos nessa Arpillera a monstruosidade das barragens na vida das pessoas, nesse modelo capitalista.
Que nos expulsa das nossas terras, destrói nossos rios, nossas plantações, matam nossos animais, destrói nossas casas, acabando com comunidades do interior e provocando a morte de nossos familiares e amigos.
Tudo isso causando um enorme sofrimento emocional e irreversível. Vimos nossas memórias serem apagadas sem chance de reconstruir. Denunciamos o descaso dos governos com o povo atingido que vive às margens da incerteza, do medo e da dor.
Fotógrafo/a
Clara Fernandes Oblack
Localização
Secretaria Estadual do MAB do RS
Dimensões
60x40 cm
Bloco
Bordando os Direitos
Anexos
Águas para vida. 2025. Rio Branco, Canoas (RS) - tratada
Conexão de luta e território. 2025. Alecrim (RS) - tratada