A Usina de Aimorés alagou a zona urbana da cidade de Itueta. Ao fazer isso, bloqueou o acesso do povo do Norte de Itueta (zona rural) para a cidade. O percurso aumentou mais de 30 Km. A balsa deixada pelo Consórcio aos cuidados da prefeitura deveria facilitar o deslocamento, contudo nunca atendeu a demanda, e frequentemente está inativa. A barragem e o isolamento da cidade tiveram impactos materiais, mas sem dúvida, existem perdas imensuráveis e irreparáveis que estão ligadas as relações sociais e familiares, processos traumáticos de deslocamento e quebra dos sentimentos de pertença. Segundo o relatório aprovado pelo CDDPH, a barragem de Aimorés violou 11 direitos humanos. No relatório, vários são os relatos que falam acerca de uma espécie de epidemia psicossocial, descrita como depressão coletiva, além de 4 tentativas de suicídio. O depoimento de um psicólogo citado no relatório sintetiza: “Falta felicidade, as pessoas não estão felizes. Isso não se consegue colocar em número, é fundamental: as pessoas não estão felizes”.